quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Gotta go my own way!

Sem listas e resoluções de ano novo. As mudanças acontencem gradativamente dia após dia!
Quero ir no meu próprio passo, meu ritmo, meu compasso.
A caminhada é longa, melhor tirar os sapatinhos e ir descalça.
Feliz renovação pra mim.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Nos trilhos da minha vida!

Dia cinza, minha alma também.
Nada havia mudado. Eu não enfrentei meu medo, usei a desculpa (perfeita!) de um dia chuvoso para me esconder debaixo do edredom e dormir, pensar, não pensar, fugir... fingir ser uma enorme minhoca morando em seu buraquinho de terra profunda, do qual não sairia por nada, para nada, por ninguém.
Grande e patética minhoca.
Hoje, vou assumir meu lado mulher. Matar a minhoca.
Fazer o que já deveria ter feito!
Sim, há pessoas envolvidas e acho que magoarei outros corações além do meu.
Mas já renunciei demais e não posso viver uma vida inteira a esperar que os outros mudem, não posso agradar a todos, não posso esperar milagres e nem ser sempre a boazinha.
Tenho que focar em mim. No que sou, no que conquistei, no que realmente quero!
Minhas ambições, meus sonhos, meus talentos.
Ninguém vai me tirar o que está aqui dentro...
Não é possível que vou me deixar pisar assim, vou anular-me? Vou jogar fora minha essência? Vou ver meus sonhos mais lindos escorrerem pelo ralo?
Ninguém merece isso de mim, nem príncipe encantado, quiçá mero sapo que não sabe o meu verdadeiro valor!
Vou é ser feliz. Comigo mesma. Pra mim. Por mim!
Não porque toma-se champanhe e comemora-se a virada de um dia para o outro num calendário simbólico. Mas porque eu quero! Porque eu mereço. E valho à pena!!
Meus projetos... minhas realizações... será a locomotiva desta que voz fala.
Plenitude! Pra mente, pro corpo, pra alma.
Hora de brilhar! =)
Vou ali correr atrás do trem... ainda dá tempo.
Ai meus sapatinhos!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Dilema, dilema!

Acordei. Ainda é cedo por aqui, tanto que os passarinhos voam meio tontos ainda. Hoje será um dia difícil. Além de tomar uma decisão dificílima (dessas que mudam a vida num segundo!), terei que enfrentar um dos meus maiores medos. A decisão resume-se assim: entre o coração e a razão. Eu, emotiva que sou, sigo o clichê básico "faça o que seu coração mandar" -resultado: É... sempre me ferro! (corração burro o meu!)
O medo... bem, não convém falar dele! Para alguns será tolo, coisa à toa, ridículo até. Mas cada qual com suas impossibilidades na vida.
Tem gente que não sabe fazer baliza de primeira (pode me chamar!); ou não têm o menor talento com choro de criança (conheço truques mágicos para fazê-las ficarem calmas e felizes!); ou então desconhecem os segredos do bom bolo de laranja (ah precisam experimentar o meu!!).
E os medos? Tem gente que morreee de medo de ser assaltada (ando com a bolsa aberta, falando ao celular, pegando dinheiro); medo de elevador (vou curtindo a musiquinha e puxando papo com as pessoas); medo de nadar?! (acho que nasci um peixinho); medo até de cachorro de rua... esse é enigmático pra mim, coitadinhos! Eu páro e faço um carinho!
Pra vocês verem... esses medos me soam absurdos, assim como os meus podem soar não só absurdos como idiotas para vocês.
Portanto, ficamos assim: hoje terei que enfrentar (sozinha) um dos maiores medos da minha vida! E não é rapidinho, passageiro "respira fundo e fecha os olhos"... me deixa dias em parafuso. Nessas horas queria ter uma "mãe amiga". Amo muito minha mãe é claro. Mas ela é uma mulher forte, tão forte que eu só queria um tiquinho daquela força pra mim. Não, ela não levanta halteres de 200kg. É força interna mesmo. E no fundo ela me acha uma fracote! No fundo, eu me acho uma fracote!
Eu, mulher feita (ou quase), nos meus vinte e tantos anos deveria ter um pouco da força dela e conseguir ultrapassar esses medos que me paralisam a vida.
Vou recorrer ao meu calmante sim e não me julguem por isso. Também já andei olhando a geladeira, tem sorvete lá. Não o de creme - meu preferido - mas de chocolate. Acho que serve pra se entupir um pouco, afogar o medo, as mágoas... e seguir adiante!
Vou ali com meus sapatinhos vermelhos - hoje abandonei os saltos - dia difícil assim, dor nos pezinhos não rola.
A vida é agora, o mundo não pára, o trem não espera e não posso deixar pra amanhã! - mesmooo
Bem poderiam ser mágicas as sapatilhas vermelhinhas...

domingo, 16 de dezembro de 2007

Welcome real life!

Hoje foi um dia estranho. Em todos os sentidos. Primeiro pensei em fugir... essas fugas psicológicas só pra fingir que a realidade não existe. Talvez me afundar num pote de sorvete de creme, reler meus livros preferidos, tomar um calmante e dormir o dia todo, ou até mesmo pegar uma mochila e enfiar meia dúzia de peças e sair por aí sem rumo (mas achei essa última um tanto holliwoodiana demais!). Então escrevi. Simplesmente sentei frente ao notebook e as palavras emergiram. Saiu um poema. Intimista, secreto.
Gosto das palavras, elas me confortam.
Depois me lamentei comigo mesma por certos erros que cometo e persisto neles sabendo que me envenenam. Sim, senti pena de mim. Triste!
Chorei um bocado... Aí lavei o rosto, olhei no espelho e vi que lá no fundo ainda existem olhinhos brilhantes. E neles - por mais improvável que eu pensasse - ainda há esperança!
Então decidi ... não será afogando minhas mágoas em sono profundo, baldes de sorvete ou releituras do já relido.
Será diferente. Quero vento no rosto, novos livros e novas promessas. Novos desafios e novas expectativas. Daqui em diante eu traço meu próprio destino!
Na bagagem alguns pesos que carregarei comigo, mas quem sabe aprendo a deixá-los pelo caminho.
Na sacola, idéias sem fim... e adiante uma estrada a percorrer por esse mundão gigante.
Vou ali com meus sapatinhos vermelhos, pois como minha avó costuma dizer "toda caminhada começa com o primeiro passo"...
Só que... esses saltos! Ai meus pezinhos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Um Par de Saltitantes Sapatinhos!

Que seja aqui meu lugar secreto. Sim, que haja expectadores! Não, eu que não falhe em dizer tudo o que sinto e que desejo. Sentimentos bons, maus... nada é bom ou ruim o tempo todo. Nada é pecado. Tudo é humano! Sou um par de pés correndo com força para fugir das verdades do mundo. Ou seria das minhas próprias verdades? Sou um par de sapatos que anda lentamente e o toc toc ecoa pela vizinhança em plena madrugada, mas de mim ninguém sabe nem o nome nem do que foi feito o sal das lágrimas. Sou um par de sapatos que saltita alegre quando a felicidade está por perto. Mas de mim não conhecem o sorriso, nem as meias coloridas. Sou um par de sapatos que resolveu por aqui se acomodar. E aqui minhas verdades e mentiras, prantos e alegrias, tolices e medos, também se estabelecerão. Fiquem com tudo o que é meu, só me deixem sair correndo, andando, saltitando... O mundo é redondinho e meus pés vermelhinhos!!