Acordei. Ainda é cedo por aqui, tanto que os passarinhos voam meio tontos ainda. Hoje será um dia difícil. Além de tomar uma decisão dificílima (dessas que mudam a vida num segundo!), terei que enfrentar um dos meus maiores medos. A decisão resume-se assim: entre o coração e a razão. Eu, emotiva que sou, sigo o clichê básico "faça o que seu coração mandar" -resultado: É... sempre me ferro! (corração burro o meu!)O medo... bem, não convém falar dele! Para alguns será tolo, coisa à toa, ridículo até. Mas cada qual com suas impossibilidades na vida.
Tem gente que não sabe fazer baliza de primeira (pode me chamar!); ou não têm o menor talento com choro de criança (conheço truques mágicos para fazê-las ficarem calmas e felizes!); ou então desconhecem os segredos do bom bolo de laranja (ah precisam experimentar o meu!!).
E os medos? Tem gente que morreee de medo de ser assaltada (ando com a bolsa aberta, falando ao celular, pegando dinheiro); medo de elevador (vou curtindo a musiquinha e puxando papo com as pessoas); medo de nadar?! (acho que nasci um peixinho); medo até de cachorro de rua... esse é enigmático pra mim, coitadinhos! Eu páro e faço um carinho!
Pra vocês verem... esses medos me soam absurdos, assim como os meus podem soar não só absurdos como idiotas para vocês.
Portanto, ficamos assim: hoje terei que enfrentar (sozinha) um dos maiores medos da minha vida! E não é rapidinho, passageiro "respira fundo e fecha os olhos"... me deixa dias em parafuso. Nessas horas queria ter uma "mãe amiga". Amo muito minha mãe é claro. Mas ela é uma mulher forte, tão forte que eu só queria um tiquinho daquela força pra mim. Não, ela não levanta halteres de 200kg. É força interna mesmo. E no fundo ela me acha uma fracote! No fundo, eu me acho uma fracote!
Eu, mulher feita (ou quase), nos meus vinte e tantos anos deveria ter um pouco da força dela e conseguir ultrapassar esses medos que me paralisam a vida.
Vou recorrer ao meu calmante sim e não me julguem por isso. Também já andei olhando a geladeira, tem sorvete lá. Não o de creme - meu preferido - mas de chocolate. Acho que serve pra se entupir um pouco, afogar o medo, as mágoas... e seguir adiante!
Vou ali com meus sapatinhos vermelhos - hoje abandonei os saltos - dia difícil assim, dor nos pezinhos não rola.
A vida é agora, o mundo não pára, o trem não espera e não posso deixar pra amanhã! - mesmooo
Bem poderiam ser mágicas as sapatilhas vermelhinhas...

6 comentários:
Ahhh como é terrível essa sensação de medo, estou vivendo isso também, estou entrando em parafuso já. Mas tudo passa. Tá cada vez melhor o blog.
eh bem assim essa coisa de medo...alguns parecem ser tao idiotas, quando na real tao complicados...
medo, medo, medo...
tenho passado por isso tmb..
amei as sapatilhas
ahhh eu soh a do ciciando... ehq ue soh gulosa e tenhu dois blogs....bjs
As sapatilhas vermelhas pintam de vermelho as mãos das crianças asiáticas, e enchem seus rostos de lágrimas, também vermelhas, porém, as sapatilhas ainda tem íntegra.
Interessante teu blog, beijos.
ps: conheceu o meu por orkut?
Gosto da forma que voce escreve. soa tao...honesto :-)
Abracos
Adorei seu blog. Parabéns pelas belas palavras!!! Beijos
www.pensamentos-bynathy.zip.net
Postar um comentário